[noite escura]
[noite: s.f. espaco de tempo entre o crepusculo e o amanhecer; obscuridade reinante nesse tempo] [escura: adj. obscura; falta de luz]

e-mail
noiteescura@netcabo.pt

aqui ao lado
100nada
2U2
A aba de Heisenberg
Abram os Olhos
Abrupto
A Carta Roubada
A Sombra
A Espada Relativa
A Espuma dos Dias
Almocreve das Petas
Apenas um pouco tarde
A Praia
Aqui Não há Poeta
Asa de Borboleta
Ass.Cult.Rec Ideias
Aviz
Azul Cobalto
Baldrake
Bicho Escala Estantes
Bomba Inteligente
Cadernos de Camus
Causos meus e da minha família...
Cidade do Pecado
Dentro do Entre
Deslizar no sonho
Don Vivo
Íntima fracção
Flôr de Obsessão
Folgo em Saber
Leite de Creme
Little Black Spot
Luar
Meridiano
Mil e uma
Modus Vivendi
No Arame
Oceanos
O Céu Sobre Berlim
Outro Lado da Lua
Pensamentos Imperfeitos
Ponto e Vírgula
Sebenta
Segredos de Deméter
Sem querer penso
Silêncio
Templo de Atena
Tempo Dual
Textos de Contracapa
Thelma & Louise
Tro.blog.dita
Uns e Outros

insónias
Junho 2003
Julho 2003
Agosto 2003
Setembro 2003
Outubro 2003
Novembro 2003
Fevereiro 2004
Março 2004
Abril 2004
Maio 2004
Junho 2004


15.5.04

[ao som de "Funeral blues", various, Four Weddings And A Funeral - Original Soundtrack]

«{Funeral Blues}

Stop all the clocks, cut off the telephone
Prevent the dog from barking with a juicy bone.
Silence the pianos and with a muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let the aeroplanes circle all moaning overhead
Scribbling on the sky the message: He is dead.
Put crépe bows round the white necks of the public doves,
Let traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South my, East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song
I thought that love would last forever: I was wrong.

The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood;
For nothing now can ever come to any good.»


W.H. Auden

# respirado por Vitor, 21:50
inquietações:


[O Navio de Espelhos]

O Navio de espelho
não navega, cavalga

Seu mar é a floresta
que lhe serve de nível

Ao crepúsculo espelha
sol e lua nos flancos

Por isso o tempo gosta
de deitar-se com ele

Os armadores não amam
a sua rota clara

(Vista do movimento
dir-se-ia que pára)

Quando chega à cidade
nenhum cais o abriga

O seu porão traz nada
nada leva à partida

Vozes e ar pesado
é tudo o que transporta

E no mastro espelhado
uma espécie de porta

Seus dez mil capitães
têm o mesmo rosto

A mesma cinta escura
o mesmo grau e posto

Quando um se revolta
há dez mil insurrecto

(Como os olhos da mosca
reflectem os objecto)

E quando um deles ala
O corpo sobre os mastro
e escruta o mar do fundo

Toda a nave cavalga
(como no espaço os mastro)

Do princípio do mundo
até ao fim do mundo

Mário Cesariny
A Cidade Queimada,
o navio de espelhos XIII
This page is powered by Blogger. Isn't yours?